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24-10-2023
1,47 DÓLARES POR TONELADA
Hidrovia e um novo conflito pela cobrança de pedágio
Os usuários, pertencentes à Comissão Permanente de Transportes da Bacia do Prata, exigem ser incluídos na negociação do pedágio hidroviário.
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Hidrovia Paraná-Paraguai.
O pedágio da Hidrovía continua a dar que falar e há um novo conflito no horizonte, já que são as empresas privadas que pagam o pedágio, mas os países membros da bacia deixaram os usuários de fora para negociar o valor da tarifa. Este problema foi desencadeado quando a Argentina começou a cobrar um pedágio de US$ 1,47 por tonelada de registro líquido para o transporte de cabotagem que circula pelo trecho “Puerto de Santa Fe-Confluencia”. O argumento oficial sobre a medida tomada é que durante mais de uma década o Estado e empresas privadas argentinas subsidiaram um serviço de balizamento que, quase inteiramente, é utilizado por companhias marítimas paraguaias. No entanto, a decisão foi reprovada pelo empresariado e pelos países Paraguai, Brasil e Uruguai, apesar de o setor privado argentino concordar com a posição do governo.
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Negociação chave
Dentro deste contexto, no dia 17 deste mês, como comentamos de Urgente24, foi realizada em Montevidéu a primeira Reunião de Especialistas que participou do Comitê Intergovernamental da Hidrovia Paraguai-Paraná (CIH) com a participação dos delegados do Uruguai, Brasil , Bolívia, Paraguai e Argentina. Nessa reunião, representantes da Administração Geral dos Portos (AGP), concessionária da Rota de Navegação Tronco, apresentaram, entre outros temas, uma apresentação sobre o serviço de balizamento que presta no trecho “Porto de Santa Fé-Confluencia”. a Hidrovia do Paraná, que é um dos principais canais da região.
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Comitê Intergovernamental de Hidrovias na reunião de 17/10 em Montevidéu. Por sua vez, a Comissão Permanente de Transportes da Bacia do Prata (CPTCP), entidade que integra os clientes da hidrovia navegável dos cinco países signatários do Acordo “Santa Cruz de la Sierra”, solicitou a sua participação, mas o pedido foi rejeitado.
Em consequência disso, a CPTCP informou: “Consideramos fundamental que os utentes do canal navegável tenham a possibilidade de participar em tais eventos, até porque a ineficácia das obras realizadas no troço em questão é fruto da ampliação processo do contrato de concessão do setor Sul, da Rota Navegável Tronco (Do Km 460 em direção ao mar). Tanto o rio como a navegação têm características completamente diferentes em ambos os troços e não foi possível encontrar um desenho de obras e serviços que dê conta dessas diferenças e alcance o resultado de facilitar a navegação."
Neste sentido, acrescentaram que “A participação dos utentes e especialistas do rio permitirá identificar obstáculos à navegação e criar a instância técnica e desenhar soluções tecnológicas, de acordo com os tempos atuais”.
A próxima reunião do CIH será realizada no dia 31 de outubro na cidade de Buenos Aires onde a CPTCP solicitará mais uma vez se pode participar para contribuir com seus conhecimentos.


