Constituem uma mesa de diálogo técnico entre a AGP e os armadores afetados pela cobrança de pedágio
Na última quarta-feira, o grupo Mercurio SA informou que recebeu notificação de apreensão e proibição de navegação na Barcaça MGT-05 pela Prefeitura Naval Argentina. Foto: captura de vídeo
Na última quarta-feira, o grupo Mercurio SA informou que recebeu notificação de apreensão e proibição de navegação na Barcaça MGT-05 pela Prefeitura Naval Argentina. Foto: captura de vídeo
A Comissão Permanente de Transportes da Bacia do Prata (Cptcp), formada por armadores fluviais da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, informou que foi formado um grupo de trabalho em conjunto com as equipes técnicas da Administração Geral de Portos (AGP) replicar as reuniões realizadas há mais de um ano sobre o conflito na Hidrovia Paraguai-Paraná.
“Os representantes de ambas as entidades concordaram na necessidade de trabalhar em conjunto para encontrar melhorias que permitam uma navegação ainda mais segura e eficiente”, referiram em comunicado. Ressaltaram que isso ocorreu com o objetivo de desenvolver o potencial da rota troncal de navegação no trecho Santa Fé – Confluencia em benefício dos cinco países que compõem o acordo de Santa Cruz de la Sierra.
Conforme indicado, tanto o chefe da AGP, José Beni, como o presidente do conselho de administração da Cptcp, Diego Azqueta, sublinharam a importância de aprofundar o diálogo entre todos os sectores envolvidos. Beni propôs iniciar os trabalhos através de um mecanismo de consulta e sugeriu um esquema de reuniões quinzenais onde se aprofundam questões técnicas relacionadas com as necessidades dos utilizadores (sector privado).
O documento refere que as partes marcaram para o próximo dia 22 de setembro uma primeira reunião "onde as equipas de profissionais realizarão a primeira reunião para discutir as questões técnicas que dizem respeito à manutenção e melhorias nas infraestruturas existentes no troço em causa e partilhar informações necessárias". .”
O conflito piorou
Na última quarta-feira, o grupo Mercurio SA informou às autoridades nacionais e aos cidadãos que recebeu uma notificação de “embargo e proibição de navegação na Barcaça MGT-05” por parte da Prefeitura Naval Argentina e que deveria partir para o Paraguai a partir do km 171 do o Rio Paraná. O presidente da empresa, Luis Ortega, lamentou o ocorrido, pois por cada viagem de ida e volta pagando os 1,47 dólares por tonelada exigidos pela Argentina, poderiam ser gerados derrapagens de custos de pelo menos 37 mil dólares em detrimento da empresa que opera no país.
A NAÇÃO – PARAGUAI
8.9.23
